ABC registra primeira morte por febre amarela

ABC registra primeira morte por febre amarela

Postado por: Minha Região ABC

A Prefeitura de Santo André confirmou a primeira morte por febre amarela no ABC. Trate-se de um homem, de 44 anos, que tinha viajado para Atibaia, no interior de São Paulo. O caso foi confirmado por laudo do Instituto Adolfo Lutz e pela prefeitura.

Veja abaixo a nota da Prefeitura deSanto André:

A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Saúde, recebeu nesta sexta-feira (9), o resultado do exame imuno-histoquímico realizado pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), do senhor I. F. N., de 44 anos. O morador da Vila Junqueira faleceu no dia 30 de janeiro de 2018, com suspeita de febre amarela. O laudo do exame deu positivo para a doença. Sendo assim, o município confirma o primeiro óbito por febre amarela, sendo este o segundo caso importado neste ano. A vítima trabalhava como motorista entregador, esteve em Atibaia e ficou internado em São Bernardo do Campo. O Departamento de Vigilância à Saúde de Santo André realizou as ações de bloqueio no local de residência do falecido, mesmo antes da confirmação.

É importante frisar que Santo André não registrou nenhum caso autóctone de febre amarela, e que a Secretaria de Saúde vem realizando todas as medidas preventivas de bloqueios de criadouros em casos suspeitos, além de orientação da população no que diz respeito à febre amarela e também em relação à proteção dos macacos que são tão vítimas da doença como nós. Santo André também ampliou a vacina de febre amarela para todas as unidades de saúde do município para garantir ampla cobertura a toda população.

No momento, quatro casos estão em investigação na cidade, nove foram descartados e dois casos foram confirmados, um deles sendo o óbito citado e o outro, um munícipe (24 anos), que viajou para Atibaia. O mesmo ficou internado em São Bernardo do Campo e se recuperou sem sequelas. Não há registro de epizootia em Santo André, ou seja, não foram encontrados macacos mortos ou doentes por febre amarela.

A Prefeitura realiza campanha de vacinação contra a doença, iniciada no dia 25 de janeiro, com o tema “Não vacile. Vacine-se! Quem tem o brasão amarelo no peito não tem a amarela no sangue”, distribuindo panfletos informativos para esclarecimento da população. Além disso, para atender aqueles que não podem acessar as unidades durante o meio da semana, acrescentou um dia “D” ao calendário, no dia 27 de janeiro, quando vacinou 26.204 pessoas. Já no segundo mutirão, realizado no dia 3 de fevereiro, 12.860 pessoas foram imunizadas. Santo André chega a um total de 166.337 munícipes vacinados dentro da campanha contra febre amarela. Fora da campanha, ou seja, antes do dia 25 de janeiro, o município já tinha vacinado 5.093 pessoas, neste ano.

A cidade recebeu três lotes de vacina, que totalizam 800 mil doses. O objetivo é imunizar toda a população de Santo André contra a febre amarela. Os munícipes que ainda não se vacinaram e não têm a possibilidade de se dirigir a uma UBS durante a semana, terão a oportunidade de receber a vacina ainda no dia 17 de fevereiro, data do último mutirão da campanha. É possível ainda tomar a vacina de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, em qualquer unidade de saúde da cidade.

Para se vacinar, o munícipe precisa levar CPF, Cartão SUS, carteirinha de vacinação ou documento com foto. Não é necessário comprovante de endereço, pois o acesso ao Sistema Único de Saúde é universal. A organização das filas tem respeitado os atendimentos prioritários de pessoas portadoras de deficiência, idosos com idade superior a 60 anos e pessoas acompanhadas por crianças de colo.

As equipes também têm feito triagem nas filas para identificar possíveis fatores contra-indicativos para tomar a vacina e se a pessoa tomará dose fracionada ou padrão (reservada apenas para crianças entre 9 meses e 2 anos incompletos; quem fará viagem internacional com passagem em mãos; e portadores de HIV e hepatopatias agudas com recomendação médica em mãos). Para os demais, são aplicadas doses fracionadas da vacina, com o objetivo de se ampliar o número de pessoas imunizadas. Essas doses possuem a mesma composição da versão completa, e protegem contra a febre amarela. A diferença é que as doses aplicadas atualmente protegem pela vida toda, enquanto a dose fracionada é válida por oito anos.

A vacina é contra-indicada para diabéticos (que apresentem dificuldade em controlar o nível de glicemia); doadores de sangue (devem doar antes de se vacinarem); crianças com menos de 9 meses de vida; mães que estejam amamentando crianças menores de 9 meses; gestantes; pacientes com história pregressa de doença do timo (miastenia gravis, timoma); pessoas com reação alérgica grave ao ovo; pessoas que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina; transplantados e pacientes com doença oncológica em quimioterapia; imunossupressoras (quimioterapia, radioterapia, corticoides em doses elevadas); e pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe).

É importante também ressaltar que não há como avaliar se a quantidade de vacinados atende a meta, já que muitos munícipes podem ter tomado a dose completa da vacina em algum momento da vida, não sendo necessário tomar a dose novamente. Além disso, os munícipes que trabalham em outras cidades da região podem também tomar a vacina durante o horário de trabalho, nessas outras localidades.

 

 

 

 

0 0 1367 09 fevereiro, 2018 Regional, Santo André fevereiro 9, 2018

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