Lábio leporino e fenda palatina: entenda a diferença!

Lábio leporino e fenda palatina: entenda a diferença!

Postado por: Minha Região ABC

A fissura labial e fenda de palatina, popularmente conhecidas como lábio leporino, são malformações congênitas mais frequentes no país – com incidência de 1 bebê para 650 nascimentos no Brasil. 

Essas deformidades ocorrem durante o desenvolvimento do embrião e precisam ser tratadas por uma equipe multidisciplinar após o nascimento da criança.

Apesar de algumas características semelhantes, essas malformações não são iguais. Por isso, este conteúdo abordará a diferença elas, suas principais particularidades e como tratá-las.

Formação do bebê

Antes de explicarmos o que são essas anomalias, é preciso entender como se dá a formação do bebê no período embrionário – já que essas malformações são desenvolvidas antes do nascimento.

O lábio e o palato (conhecido como céu da boca) são formados por estruturas que estão separadas nas primeiras semanas de gestação. Porém, ao longo da gravidez elas se unem.

Essas deformidades se dão quando esta fusão não acontece e as estruturas permanecem afastadas, dando origem às fissuras no lábio e/ou palato.

Lábio leporino

Lábio Leporino é caracterizado por uma ou mais aberturas e descontinuidades nas estruturas do lábio, podendo ter tamanhos e localizações diferentes. 

Elas causam notáveis alterações na face e fala, mas os tratamentos podem reabilitar 100% o paciente.

Fenda palatina

A fissura palatina, também conhecida como fenda palatina, são deformidades no palato.

Essa anomalia ocorre quando o tecido que compõe o céu da boca não se une durante o desenvolvimento do feto na gravidez.

É uma condição mais grave do que o lábio leporino, já afeta outras partes da boca, podendo ocorrer até mesmo a divisão da úvula (campainha). Porém, essa deformidade também pode ser corrigida por cirurgia.

Essa fissura ocorre mais em meninas, diferente do lábio leporino que atinge mais os meninos. 

Diagnóstico

Ambas anomalias podem ser diagnosticadas a partir da 18ª e 22ª semana de gestação por meio de um exame de ultrassom morfológico.

Dessa forma, a gestante pode ter informações sobre o tratamento neonatal e a reabilitação funcional do bebê após o nascimento.

Tratamento multidisciplinar

É possível reabilitar completamente o paciente por meio de tratamentos multidisciplinares.

Essas deformidades afetam diversos aspectos da vida da criança – como a fala, por exemplo. Por isso, o tratamento é longo e com profissionais de diversas áreas, podendo perdurar até os 18 anos de vida.

O primeiro passo nesse tratamento é a cirurgia. Em casos de lábio leporino, o procedimento pode ser realizado aos três meses se o paciente tiver pelo menos 5 quilos de peso. Já as crianças com fendas palatinas, podem passar por cirurgia a partir dos 11 meses de idade.

Causas dessas anomalias

As causas dessas anomalias podem ser diversas. Elas são classificadas em dois grupos: as causas genéticas, quando alguém da família teve a mesma doença anteriormente, ou as ambientais que são mais complexas.

Os fatores ambientais são as características nutricionais do bebê e da gestante – como a falta de vitaminas e minerais.

Também entram nesse grupo as alterações hormonais, radiações, contato com doenças infecciosas no primeiro trimestre de gestação e relação com substâncias químicas (consumo de drogas, fumo e álcool pela mãe durante a gravidez).

Vale ressaltar que o lábio leporino pode ser causado por uma dessas classificações ou as duas em conjunto.

Ou seja, se houver uma predisposição, a genética e os fatores ambientais andam em conjunto e podem acelerar o surgimento destas deformidades.

Texto: Redação
Foto: Divulgação

0 0 47 16 outubro, 2020 Meus Filhos, Minha Saúde outubro 16, 2020

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