Mesmo com caso em São Bernardo, Ministério de Saúde descarta febre amarela urbana no país

Mesmo com caso em São Bernardo, Ministério de Saúde descarta febre amarela urbana no país

Postado por: Minha Região ABC

Em nota divulgada hoje (6), o Ministério da Saúde informa que não há registro confirmado de febre amarela urbana no país, mesmo após  o de contaminação  em São Bernardo, que está sendo investigado por uma equipe da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, o que inclui o histórico do paciente e a captura de mosquitos para identificar a forma de transmissão na região.

De acordo com a nota da pasta federal, deve ser observado que o paciente mora na região urbana e possivelmente trabalha na área rural – morava no Jardim Palermo e trabalhava no Jardim da Represa, às margens da Billings. “Qualquer afirmação antes da conclusão do trabalho é precipitada”, diz a nota do ministério.

O Ministério da Saúde esclareceu que todos os casos de febre amarela registrados no Brasil desde 1942 são silvestres, inclusive os atuais, ou seja, a doença foi transmitida por vetores que existem em ambientes de mata (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes). Além disso, o que caracteriza a transmissão silvestre, além da espécie do mosquito envolvida, é que os mosquitos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso o macaco.

“Temos segurança de que a probabilidade da transmissão urbana no Brasil é baixíssima por uma série de fatores: todas as investigações dos casos conduzidas até o momento indicam exposição a áreas de matas; em todos os locais onde ocorreram casos humanos também ocorreram casos em macacos; todas as ações de vigilância entomológica, com capturas de vetores urbanos e silvestres, não encontraram a presença do vírus em mosquitos do gênero Aedes; já há um programa nacionalmente estabelecido de controle do Aedes aegypti em função de outras arboviroses (dengue, zika, chikungunya), que consegue manter níveis de infestação abaixo daquilo que os estudos consideram necessário para sustentar uma transmissão urbana de febre amarela”, acrescenta a nota.

O texto diz ainda que há boas coberturas vacinais nas áreas de recomendação de vacina e uma vigilância muito sensível para detectar precocemente a circulação do vírus em novas áreas, a fim de adotar a vacinação oportunamente.

Texto: Agência Brasil
Foto: Divulgação

0 2 1823 06 fevereiro, 2018 Regional, São Bernardo fevereiro 6, 2018

2 comments


    1. Post author
      Minha Região ABC

      Descarta a febre amarela urbana, mas a febre amarela silvestre pode estar presente nas áreas de mata do ABC, segundo a prefeitura. Por isso, é importante, sim, se vacinar.

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