Na volta ao cargo, Atila afirma que Mauá “sentiu muito” a prisão dele

Na volta ao cargo, Atila afirma que Mauá “sentiu muito” a prisão dele

Postado por: Minha Região ABC

O prefeito de Mauá, Atila Jacomussi (PSB), falou pela primeira vez nesta quinta-feira (13/9) desde que foi preço pela operação Prato Feito, da Polícia Federal, que investigava desvios de verba da merenda em várias cidades brasileiras. Ele foi preso em maio deste ano durante desdobramentos da investigação, que encontrou R$ 97 mil não declarados na residência dele. Atila ficou preso por 37 dias até conseguir habeas corpus dado pelo ministro do STF (Superior Tribunal Federal) Gilmar Mendes. No entanto, a Justiça o havia proibido de retornar ao cargo de prefeito, o que foi revertido, de forma provisória, nesta semana. Durante a ausência, quem governo a cidade foi a vice-prefeita, Alaíde Damo (MDB), que decretou estado de calamidade financeira no município e fez diversas trocas na equipe de governo. Nas primeiras declarações públicas após ser detido, Atila tratou a prisão como “grande aflição”.

Veja abaixo alguns dos trechos mais importantes da entrevista:

Período Preso

“A aflição foi muito grande. Só quem passou os 37 dias sabe. Mas não foi só eu, toda a minha família  e a cidade de Mauá sentiram muito”

“Foi o período mais difícil da minha vida”

“Foi um momento muito triste, mas nunca deixei de acreditar em Deus, porque as orações foram primordiais, e na Justiça”

Acusações da Operação Prato Feito

“Posso deixar bem claro aqui: não existe nenhum envolvimento da cidade de Mauá e da minha pessoa com a operação Prato Feito. É muito claro: nenhuma das empresas que estavam sendo indiciadas têm contrato com a cidade de Mauá. A merenda em Mauá não é terceirizada. O morador sabe que seu filho não recebe um marmitex de merenda, recebe refeição preparada por uma merendeira concursada da nossa cidade. Tenho certeza e sei da minha inocência. Isso será comprovado brevemente. Aliás, já foi comprovado. Se hoje estou aqui, é porque não há indícios necessários para me manter preso”

Dinheiro encontrado em caso

“São R$ 87 mil que eu comprovei desde a audiência de custódia. Comprovei (que era) através de aluguéis, do meu trabalho e também da pensão alimentícia do meu filho. Sou eu que faço o saque da pensão. As demais informações estão em segredo de Justiça”

Calamidade financeira

“A situação econômica da cidade nunca foi fácil. Quando assumimos a prefeitura, tínhamos quase R$ 1,3 bilhão de dívidas, quase R$ 400 milhões a curto prazo deixados pelo antigo prefeito. Em nenhum momento, fiz uma política de transferir responsabilidade, assinei decreto de calamidade financeira. Ao invés de arrumar desculpas, procurei trabalhar. Estamos avaliando com toda a equipe de governo, porque faz poucas horas que reassumi. Temos reuniões até o fim de semana e devemos nos pronunciar até a próxima terça-feira para decidir a condição que herdamos do governo interino da nossa querida Alaide”

Racha com a vice

“Fomos eleitos na mesma chapa. Fico triste por um lado, porque tínhamos pessoas fazendo um bom trabalho na equipe, a grande prova é a aceitação pública que nosso governo tinha. É lógico que ela queria deixar sua marcar, o modelo dela. Eu entendo. Não vou aqui avaliar o por que ela fez essas mudanças. Agora, quem avaliou foi a população”

“Nosso governo não é o governo do ódio, que vem com vingança. Nosso governo é da construção. Volto com o coração cheio de amor, não cheio de ódio”

“Quero agradecer também o período em que a prefeita esteve aí. Não quero avaliar a gestão dela. Quem fará isso é o povo”

“Não sou o prefeito do nepotismo” – Alaide colocou a filha e um sobrinho em cargos altos da prefeitura.

Texto: Cadu Proieti
Foto: Divulgação

 

0 0 2375 14 setembro, 2018 Mauá, Minha Região setembro 14, 2018

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